quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Dignity- O que é Dignidade?

"Ó  DEUS, que admiravelmente criastes o ser humano e, mais admiravelmente, restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade de Vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade..."

Li esta oração no Semanário Litúrgico-Catequético da Igreja Católica, do dia 25/12/2016, dia de Natal, e esta frase ficou na minha mente:
"restabeleceste a sua dignidade..."
Primeiro pergunto: O que é ser digno? O que é ter dignidade?
" O princípio da dignidade da pessoa humana é um valor moral e espiritual inerente à pessoa, ou seja, todo ser humano é dotado desse preceito, e tal constitui o princípio máximo do estado democrático de direito. Ganhou a sua formulação clássica por Immanuel Kant, na "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" de 1785, que defendia que as pessoas deveriam ser tratadas como um fim em si mesmo, e não como um meio (objeto) e assim formulou tal princípio:
"No reino dos fins, tudo tem ou um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem preço, pode ser substituída por algo equivalente; por outro lado, a coisa que se acha acima de todo preço, e por isso não admite qualquer equivalência, compreende uma dignidade."
Ser digno é ser respeitado e valorizado.
O valor messiânico da vida de Jesus foi, efetivamente, restaurar a dignidade do ser humano, tratando as pessoas  como "um fim em si mesmo". Quando "se dignou assumir a nossa humanidade", seu primeiro ato público foi evidenciar a dignidade de homens simples, rudes e até desprezados pela sociedade judaica.
Ao entrar na casa de um chefe dos publicanos, que supervisionava a coleta de impostos romanos, Jesus, com sua atitude amiga, deu a este homem a oportunidade de recuperar sua verdadeira dignidade, ao compreender que sua riqueza ilícita, não o tornava digno. Pois seu patrimônio foi construído a partir de recursos dos pobres, tirados dos impostos que ele arrecadava.
E mais: tornou-se digno a partir do momento em que tomou atitudes para mudar esta situação.
Jesus restaurou a dignidade de uma mulher adúltera, enfrentando e questionando os homens que queriam apedrejá-la. A frase que devolveu a esta mulher a sua honra foi: "Vá e não peques mais".
Ao discípulo que o negou três vezes, ele posteriormente perguntou, três vezes também:
 "Pedro, tu me amas?
Que atitude digna!!
Ao fazer seus milagres de cura, não somente devolvia a saúde, mas restaurava o ser humano, "como um fim em si mesmo", sem querer nada em troca.
Até nos últimos momentos de sua vida terrena, devolveu a dignidade ao ladrão na cruz, ignorando sua vida indigna, perdoando seus erros. E aos seus algozes, pediu perdão a DEUS, pois eles, realmente, não sabiam o que estavam fazendo.
E até hoje Jesus é o único, que com seu sacrifício expiatório na cruz, continua restaurando a dignidade humana de quem entrega a sua vida aos Seus cuidados.
Continua oferecendo a qualquer ser humano, sejam adúlteros, políticos corruptos, seguidores covardes, pessoas fracas, doentes, ladrões, a oportunidade de restauração e vida digna.
Por que os seguidores não o abandonaram? Porque sabiam que só Jesus realmente os valorizava, respeitando-os e dignificando-os com Seu Amor.
Temos muito ainda o que aprender com este Homem, Jesus!!

Otimista ou Ranzinza - Ser ou não ser??

Fonte: super.abril.com.br

ESTUDO DIZ QUE PESSOAS OTIMISTAS VIVEM MAIS

Otimismo pode evitar infecções, AVC, câncer, doenças cardíacas...

O estudo foi feito com 70 mil mulheres. E mostrou que as mais positivas tinham uma probabilidade 30% menor de morrer. Achar que as coisas vão dar certo pode fazer com que você viva mais - especialmente se você for mulher.
Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública T. Chan, de Harvard, mostrou que quem tem uma atitude positiva diante da vida corre menos risco de morrer de câncer, doenças cardíacas, AVCs, doenças respiratórias e infecções. 
A pesquisa, muito consistente, analisou um período de oito anos na vida de 70 mil mulheres - e a cada dois anos, colhia dados das voluntárias, como pressão arterial e o nível de atividade física. As participantes foram divididas de acordo com a sua propensão para o otimismo. As 25% mais otimistas entre elas tinham 16% menos chance de desenvolver um câncer, 38% risco menor de morrer de males do coração, 39% chance menor de ter doenças respiratórias e 52% risco menor de morrer de uma infecção. Comparado com o grupo mais ranzinza, as otimistas tinham 30% menor de morrer no período de 8 anos estudado. 
"A maior parte dos esforços de saúde pública tenta reduzir os fatores de risco para doenças. Mas a nossa descoberta mostra que deveríamos nos esforçar em aumentar o otimismo,  que está associado a hábitos mais saudáveis e a maneiras mais ajustadas de lidar com os desafios da vida" declarou o autor do estudo, Eric Kim.
 Os pesquisadores acreditam que, além de incentivar hábitos saudáveis, o otimismo também tenha alguma influência sobre o sistema imunológico dos pacientes. Eles ressaltam também que pequenas atitudes são suficientes para aumentar a positividade diante da vida.
"Coisas simples, como pedir para  que as pessoas escrevam as melhores coisas que poderão acontecer em suas vidas, suas carreiras e suas amizades já são capazes de alterar os níveis de otimismo", disse a co-autora do estudo Kaitlin Hagan.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

VELHICE ÓTIMA - É POSSÍVEL??

Mesmo antes de chegar na terceira idade sempre me interessei por este assunto e observava bastante o comportamento dos "mais velhos".
Agora que estou em plena "terceira idade" com quase 65 anos, comecei a fazer leituras específicas sobre este último estágio da vida.
Antes de transcrever textos que tenho pesquisado quero expressar como me sinto convivendo com toda esta rica experiência de 64 anos vividos e bem vivenciados!
(Vivenciado -Viver determinado momento de modo que o mesmo tenha um significado profundo).
Sinto-me jovem, não fisicamente, mas mentalmente, porque tenho vontade de viver de maneira intensa, sempre querendo conhecer coisas novas, lugares diferentes. Gosto muito de ler, fazer atividades físicas, artes manuais. Tenho interesse no aprendizado constante e sempre digo que queria ser "três em uma" para poder realizar tantas coisas que tenho vontade! Isto são sintomas de velhice? Não!
Os textos que vou redigir são extraídos de uma coleção "A Terceira Idade" do Sesc que contém vários artigos sobre a valorização da pessoa idosa e vieram bem de encontro com as minhas ideias e concepções sobre este assunto.

"Existem  pessoas que têm mais de 70 anos, aparência e vitalidade de 50 e vice-versa. Dependendo da época em que viveram sua infância e juventude, de seu estilo de vida, educação e maneira peculiar como estruturaram seu curso de vida, diferentes pessoas envelhecem de maneiras diferentes.
Outra noção importante é que a velhice não é um período caracterizado só por perdas e limitações. Embora aumente a probabilidade de doenças e limitações biológicas, é possível manter e aprimorar a funcionalidade nas áreas física, cognitiva e afetiva.
Dominar o segredo da arte de viver, julgar com precisão, aconselhar em decisões que envolvem as incertezas da vida é algo que está reservado especificamente aos idosos (muito embora a idade em si própria não garanta o alcance de altos níveis de sabedoria por todos os indivíduos).
A idade do início da velhice é uma questão que não comporta um critério único e invariável, no tempo ou entre culturas. Além disso, a antropologia do envelhecimento tem chamado a atenção para o fato de a sociedade de consumo promover um mascaramento dos limites etários, uniformizando roupas, programas televisivos e estilo de vida, a partir de um padrão definido e valorizado como jovem.
Schroots e Birren (1990) apresentam uma tríplice visão do envelhecimento, que contempla as influências biológicas, sociais e psicológicas atuantes sobre o desenvolvimento humano. Segundo esses autores é necessário distinguir entre a senescência, a maturidade social e o envelhecimento.
A senescência é referente ao aumento da probabilidade da morte, com o avanço da idade. A maturidade social corresponde à aquisição de papéis sociais e de comportamentos apropriados aos diversos e progressivos grupos etários. O envelhecimento corresponde ao processo de autorregulação da personalidade, e é inerente aos processos de senescência e maturidade social, todos os três referenciados e simbolizados pelo tempo dos calendários e a idade cronológica.
A idade cronológica é, portanto, um parâmetro adotado pelas disciplinas do desenvolvimento, que se movem entre várias noções de tempo: físico, biológico, ecológico, social, psicológico e intrínseco.
Na verdade, estamos diante de um dos grandes desafios da psicologia do envelhecimento, o de conciliar os conceitos de envelhecimento e desenvolvimento na velhice, bem como as condições capazes de acelerar, retardar, otimizar e compensar os resultados das mudanças provocadas pela velhice.

Concepções da Teoria de curso de vida sobre o desenvolvimento na velhice:

Existe diferença entre velhice normal, ótima e patológica:
Velhice normal - ausência de doenças físicas ou mentais. Com uma alimentação equilibrada, exercícios, controle de uso de álcool, drogas e remédios, controle de condições excessivamente estressantes, ambiente de trabalho mais para saudável, mais e mais pessoas estão se tornando capazes de chegar aos 60 ou 70 anos, em boas condições de saúde física e mental.
Velhice ótima - um tipo de utopia ou ideal científico e cultural. Implica melhores condições pessoais e sociais para um envelhecimento satisfatório.
Velhice patológica – presença de doenças crônicas ou de doenças e síndromes típicas da velhice, que implicam dependência crescente.
Ao se contrastar velhice ótima e patológica, emergem dois cenários radicalmente diferentes. Um é visão otimista do futuro da velhice, caracterizada por um estado geral de bem-estar para as futuras coortes etárias (conjunto de pessoas que compartilham uma mesma característica). Este é o cenário preferido pela pesquisa médica em gerontologia, que por um lado lida com a melhoria das condições de vida do idoso até o seu limite de longevidade, definido hoje como 90 anos, com um desvio padrão de 10 a 15 anos, de modo a desacelerar o processo patológico normal.
A perspectiva, nesse caso, seria que as pessoas morressem com saúde.
O outro é uma visão pessimista, embora realística, a do envelhecimento patológico.
O envelhecimento é uma experiência heterogênea
Uma noção básica, desde que a gerontologia emergiu como campo científico, é que haveria alto grau de similaridade entre as pessoas, à medida que envelhecem. Porém, a evidência oferecida pelos estudos longitudinais sobre a inteligência na velhice não corroborou essa expectativa. A maioria das pessoas mantém o desempenho, em testes (cerca de 63%, entre os 60 e 70 anos); cerca de 30% mostram estabilidade,  e 10 e 7% apresenta ganhos. Na faixa dos 71 aos 80 anos, 52 mostram estabilidade, 40% mostram perdas e 8% ganhos (Schaie, 1990).
Na velhice ocorrem ganhos e perdas. Há potencialidades e limitações, como em todo o curso do desenvolvimento, mas o equilíbrio entre os ganhos e perdas torna-se menos positivo ou mesmo negativo. Faz parte do conhecimento comum que o velho se torna mais lento e precisa mais tempo que o jovem para se recuperar, após um período de esforço físico ou mental. Sabe-se que ele também é mais susceptível a doenças, a acidentes pessoais e ao stress.  A área do envelhecimento cognitivo tem sido especificamente feliz na produção de dados na direção dessa proposição. Assim, sabe-se que a inteligência fluida declina com a idade, ao passo que a cristalizada avança. O enfoque de curso de vida postula que o desenvolvimento, do nascimento à morte, é presidido por uma dinâmica constante de equilibração entre ganhos e perdas. A implicação cultural de semelhantes dados é que a velhice pode ser favorecida pela criação de ambientes dotados de equipamentos, tecnologia e  oportunidades educacionais que permitam aos idosos desenvolver estratégias compensatórias às suas perdas de desenvolvimento. São exemplos de possibilidades compensatórias o uso de aparelhos para reduzir déficits sensoriais, a frequência a grupos de lazer e de educação continuada, o desenvolvimento de novas habilidades intelectuais ou artísticas, as atividades físicas, a religiosidade, o investimento na especialização profissional, dentre outras. A sociedade, mediante suas instituições, deve estar atenta à necessidade de criar boas condições de vida para as pessoas em todas as idades e para os idosos, naturalmente. Na velhice, o self continua a ser um poderoso e resiliente sistema de autorregulação de manutenção da integridade. Embora chame a atenção e desafie o senso comum, mesmo em condições estressantes, de perda e desamparo, é muito comum que os mais velhos não sejam afetados em sua autoestima, em seu bem-estar e em seu senso de controle. Isso mostra o enorme poder dos humanos para reorganizar e reajustar o self, em resposta a diferentes circunstâncias da vida. Essa capacidade é identificada com a presença de resiliência  psicológica, isto é, a capacidade de manter ou recuperar os níveis de funcionamento normal, mesmo em casos de grande ameaça à personalidade e à adaptação normal do indivíduo.
A  resiliência, e sua contrapartida, a vulnerabilidade psicológica em idosos, depende de fatores tais como: saúde física real e percebida, renda, nível educacional, estilo de vida, experiências anteriores de perda ou de desafio à resiliência, rede de suporte social de que dispõe o indivíduo e vários outros. A capacidade de adaptação ou resiliência do self  é,  assim, uma espécie de capa protetora contra as adversidades associadas ao envelhecimento.
A Psicologia tem três explicações para essas ocorrências:
O self não é unitário, mas um sistema de selves e de possíveis selves. Assim, se um fica prejudicado, outro se desenvolve.
Existe possibilidade de mudança de metas e de níveis de aspiração, em virtude de conhecimento e aceitação das limitações impostas pela velhice.
Existe possibilidade de encontrar novos pontos e critérios de comparação, quando mudam as circunstâncias. Ex: na velhice ou na presença de uma incapacidade, procurar novos grupos de referência, formados por iguais ou então por pessoas em piores condições são benéficos, porque permitem à pessoa encontrar novos parâmetros de autoavaliação e de autoeficácia.”


 Neri, Anita L..O Desenvolvimento Integral do Homem. Revista do SESC- A Terceira Idade - Ano VI - Nº 10-Julho de 1995 (4-15).


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O que é vencer na vida?

O que representa a vitória em nosso viver?
O que é ser vencedor?
Vitória na profissão?
Vencer as dificuldades em um relacionamento?
Vencer as barreiras de velhos costumes para uma saúde perfeita?
Vitória financeira, independente de influências externas?
Eu entendo que precisamos de um equilíbrio, sensatez e de uma base sólida mental e espiritual para sermos vencedores.
Ser vencedor é uma sensação forte e prazerosa de realização,  que se conquista só depois de uma tremenda batalha! Sim, para conseguir chegar neste patamar é preciso, antes, muitas lutas.
E nosso primeiro combate , primeiro conflito em nossa existência é a luta interior, vencer a si mesmo! Vencer as próprias dificuldades! E não é fácil!
Comecei a meditar sobre isto quando li uma mensagem no livro- Mananciais no Deserto - de Lettie Cowman, a qual transcrevo alguns trechos interessantes:
" Em todas estas cousas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou." (Rm 8.37)
"Como nos tornamos mais que vencedores"?
Adquirindo durante o conflito uma disciplina que fortalecerá muito a nossa fé e consolidará o nosso caráter espiritual. O conflito é necessário para nos firmar e confirmar na vida espiritual. É como o fogo para as cores de uma pintura em porcelana, ou como os ventos, que ao baterem contra os cedros, mais os levam a fixar-se no solo. Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais preciosas bençãos, e o grande adversário é usado para nos treinar para a sua própria derrota. Segundo uma lenda dos antigos frígios, toda vez que eles venciam um inimigo, o vencedor absorvia o vigor físico de sua vítima, e isso era acrescentado à sua força e valor. De semelhante modo, a tentação enfrentada vitoriosamente redobra-nos a força e as reservas espirituais. Podemos, assim, não apenas derrotar o inimigo, como também capturá-lo e fazê-lo combater em nossas fileiras...
...Assim como o marinheiro usa o vendaval para avançar, manobrando e aproveitando o seu impulso, assim também nos é possível, na vida espiritual, pela graça de DEUS, tirar proveito de fatos e circunstâncias que parecem ser os mais desagradáveis e adversos...
...Tem-se pensado comumente que comodidade e segurança são as condições mais favoráveis de vida; no entanto, todos os homens nobres e fortes provam , ao contrário, que a resistência nas adversidades é que molda os homens de caráter, e distingue uma mera existência de uma vida vigorosa.
As dificuldades formam caracteres.
"Mas graças a DEUS que sempre nos conduz em vitória no Ungido, e manifesta por meio de nós a fragrância do conhecimento dele, em todo lugar". (2 Co 2.14 - tradução literal)

domingo, 2 de novembro de 2014

Cristo é o único Sacerdote Verdadeiro

O tema de Hebreus é a total supremacia e suficiência de Jesus Cristo como revelador e mediador da graça de DEUS.
O início do texto (prólogo) apresenta Cristo como a plena e definitiva revelação de DEUS, ultrapassando em muito a revelação preliminar e limitada do Antigo Testamento (AT).
 As profecias e as promessas do AT são cumpridas na "nova aliança" ( ou "novo testamento"), da qual Cristo é o mediador.
Com base no próprio AT, demonstra-se que Cristo é superior aos profetas antigos, aos anjos, a Moisés (o mediador da antiga aliança), bem como a Arão e à sucessão sacerdotal que dele descendia.
O autor de Hebreus mostra que a piedade cultual do Antigo Testamento ligada ao Templo e aos sacrifícios não assegura o perdão e a comunhão com DEUS.
O único ato salvador a obter de uma vez por todas o perdão é o sacrifício de Jesus, que derramou seu sangue e entregou sua vida por nós. Ora, Jesus não realiza nada parecido com uma oferenda religiosa nos moldes cultuais judaicos: em lugar de uma ação sagrada realizada no recinto do Templo e com rituais precisos, ele morreu fora do Templo e da cidade santa, como criminoso eliminado da sociedade.
Jesus é, portanto, o único mediador entre DEUS e os homens. Doravante, é ele o único santuário e sacerdote, e o sacrifício por ele realizado é, daqui por diante, o único agradável a DEUS. (9,11-14).
As consequências são radicais:
 - Exceto Jesus, nada mais é absoluto: nenhuma instituição ou estrutura, tanto civil como religiosa, tem caráter absoluto e intocável. Sendo único mediador, Jesus abre completamente a comunicação entre DEUS e os homens, e dos homens entre si.
 - O povo está livre para participar inteiramente da realidade de Jesus e, portanto, ter acesso à intimidade com o próprio DEUS.
 -  Frente à pessoa e vida de Jesus, todas e quaisquer instituições, estruturas religiosas ou civis têm caráter relativo e provisório, sendo passíveis de revisão crítica, reformulação e renovação.
 - O verdadeiro culto a DEUS se realiza através da própria vida. O modo de servir a DEUS não são ritos religiosos, mas obediência à sua vontade, que se manifestou radicalmente na doação vivida por Jesus até à morte.(10, 1-10).
O único valor do culto consiste em expressar, concreta ou simbolicamente, o culto que os homens prestam a DEUS através da própria vida.

Textos extraídos: Bíblia Sagrada-Edição Pastoral- Editora Paulus
                           Bíblia de Estudo- NVI

sábado, 1 de novembro de 2014

O grande mistério da oração

" Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos cristãos de acordo com a vontade de DEUS."                       (Romanos 8:26,27)

Este é o grande mistério da oração!
Este é o delicado mecanismo divino que as palavras não podem interpretar e que a teologia não pode explicar, mas que o humilde crente conhece, mesmo sem entender!
Ah! os pesos de oração que carregamos, mesmo sem os entender! Quantas vezes o nosso coração se derrama sem mesmo articular palavras, com uma intensidade que nem podemos compreender! E contudo, sabemos que isto é um eco do trono e um segredar do coração de DEUS.
É muitas vezes antes um gemido do que um cântico, um peso, mais que um voo. Mas é um peso bendito, e um gemido cujos meios-tons encerram louvor e um gozo inexprimível. É um gemido inexprimível, como diz o texto.. Nós mesmos não o podemos expressar sempre, e às vezes não podemos senão entender que é DEUS que está orando em nós por algo que precisa do Seu toque, e que Ele entende.
E assim podemos simplesmente derramar tudo o que está no nosso coração, o peso que oprime nosso espírito, a tristeza que nos esmaga, sabendo que Ele ouve, Ele ama, Ele entende. Ele recebe; e Ele separa da nossa oração tudo o que é imperfeito, ignorante e errado, e apresenta o restante como o incenso do grande Sumo Sacerdote, diante do trono, nas alturas; e a nossa oração é ouvida, aceita e respondida em Seu nome. - A.B. Simpson
Não é necessário estar sempre falando com DEUS e ouvindo sua voz para estarmos em comunhão com Ele. Há uma comunhão inarticulada, mais doce do que palavras.
A criança pequena pode sentar-se o dia inteiro ao lado da mãe atarefada e, embora poucas palavras sejam trocadas e ambas estejam ocupadas - uma com os brinquedos, e outra com o serviço - podem ambas estar em perfeita comunhão. A pequena sabe que a mãe está ali, e sabe que está tudo bem. Assim, o cristão e o Salvador podem passar horas em silenciosa comunhão de amor; mesmo ocupado com as coisas mais comuns, ele está consciente de que cada coisa pequena que faz é tocada pela cor da Sua presença e o sentimento da Sua aprovação e benção.
Então, quando pressionados por fardos e dificuldades complicados demais para serem postos em palavras, ou misteriosos demais para serem expressos ou compreendidos, como é bom cair nos Seus braços de Amor e simplesmente soluçar ali a tristeza que não podemos exprimir! - Selecionado
Texto extraído do livro- Mananciais no Deserto- Lettie Cowman