Livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 10, versículos 34 a 43:
Então Pedro começou a falar:
Agora percebo verdadeiramente que DEUS não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo.
Vocês conhecem a mensagem enviada por DEUS ao povo de Israel, que fala da Boa Notícia de paz por meio de Jesus Cristo, Senhor de todos. Vocês sabem o que aconteceu em toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo pregado por João, como DEUS ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder. E Jesus andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo; porque DEUS estava com Jesus. Nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém , onde o mataram, suspendendo-o num madeiro. DEUS, porém, o ressuscitou no terceiro dia e fez que ele fosse visto, não por todo o povo, mas por testemunhas que já havia escolhido, por nós que comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos. E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que foi a ele que DEUS constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. Sobre ele todos os profetas dão o seguinte testemunho:
todo aquele que acredita em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados."
Este texto reflete a essência da doutrina primitiva. Na estrutura deste ensino de Pedro podemos ver a estrutura dos atuais evangelhos escritos; estes não são mais do que a cristalização do ensino realizado em comunidades particulares.
O ponto de partida da evangelização e da doutrina é o reconhecimento de que o povo de DEUS é formado por todos aqueles que o respeitam e praticam a sua vontade, ainda que de forma anônima. É essa prática da justiça que a evangelização visa a descobrir, fazer crescer e educar, mostrando tudo o que DEUS realizou em favor de todos os homens através de Jesus Cristo.
Note-se que toda a atividade de Jesus está resumida numa frase que define o programa da ação cristã:
fazer o bem e curar todos os que estão dominados pelo diabo. Em outras palavras, trata-se de despertar relações justas entre os homens, a fim de que eles vençam a alienação e construam uma sociedade voltada para a vida que DEUS quer.
O comentário sobre o texto inicial foi extraído da Bíblia Sagrada - Edição Pastoral
terça-feira, 12 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
FAZE-TE AO MAR ALTO
Quão forte é esta expressão de Jesus!
Quão alto Ele não diz. No entanto, quanto mais nos desligarmos da praia, quanto maior for a nossa necessidade e quanto maior o alcance que temos das nossas possibilidades, mais longe iremos em alto mar.
Os peixes eram encontrados em alto mar, não no raso.
Assim acontece conosco; as nossas necessidades devem ser resolvidas nas coisas profundas de DEUS.
Devemos lançar-nos ao mar alto da Sua Palavra, e o Espírito Santo pode abri-la ao nosso entendimento.
Ele pode esclarecê-la de maneira tão cristalina que as mesmas palavras que aprendemos no passado passarão a ter muito mais sentido, e a primeira impressão que nos causaram ficará apagada em nossa mente.
Penetremos no mistério da expiação! Penetremos até que o precioso sangue de Cristo nos seja iluminado de tal forma pelo Espírito, que se torne um bálsamo poderoso e alimento e remédio para a nossa alma e corpo.
Aprofundemo-nos nos mistérios da vontade do Pai! Até que aprendamos em sua infinita exatidão e bondade, e em seu amplo e completo cuidado e provisão para nós.
Conheçamos os mistérios do Espírito Santo! Até que Ele se torne para nós um oceano maravilhoso e inesgotável, no qual podemos mergulhar e lavar as nossas dores e usufruir da alegria de Sua presença.
Sim! Vamos até as profundezas do Espírito Santo - até onde Ele se torne para nós uma resposta maravilhosa de oração, e provemos na experiência como Ele nos dirige com cuidado, como está atento às nossas necessidades, como a Sua mão, de maneira extraordinária, está controlando o que nos acontece.
Penetremos nos caminhos dos propósitos de DEUS e do Seu Reino por vir! Até que a vinda do Senhor Jesus e Seu Reino milenar se abram para nós; até que para além dessas coisas abram-se para nós os séculos dos séculos, de modo que os olhos da mente se ofusquem ante a claridade, e o coração vibre com as inexprimíveis antecipações do gozo no Senhor Jesus e da glória que lhe será revelada.
As águas profundas do Espírito Santo são sempre acessíveis, porque estão sempre vindo.
Por que não clamamos para sermos novamente imersos nessas águas de Vida??
Texto extraído do livro- Mananciais no Deserto - Lettie Cowman
Quão alto Ele não diz. No entanto, quanto mais nos desligarmos da praia, quanto maior for a nossa necessidade e quanto maior o alcance que temos das nossas possibilidades, mais longe iremos em alto mar.
Os peixes eram encontrados em alto mar, não no raso.
Assim acontece conosco; as nossas necessidades devem ser resolvidas nas coisas profundas de DEUS.
Devemos lançar-nos ao mar alto da Sua Palavra, e o Espírito Santo pode abri-la ao nosso entendimento.
Ele pode esclarecê-la de maneira tão cristalina que as mesmas palavras que aprendemos no passado passarão a ter muito mais sentido, e a primeira impressão que nos causaram ficará apagada em nossa mente.
Penetremos no mistério da expiação! Penetremos até que o precioso sangue de Cristo nos seja iluminado de tal forma pelo Espírito, que se torne um bálsamo poderoso e alimento e remédio para a nossa alma e corpo.
Aprofundemo-nos nos mistérios da vontade do Pai! Até que aprendamos em sua infinita exatidão e bondade, e em seu amplo e completo cuidado e provisão para nós.
Conheçamos os mistérios do Espírito Santo! Até que Ele se torne para nós um oceano maravilhoso e inesgotável, no qual podemos mergulhar e lavar as nossas dores e usufruir da alegria de Sua presença.
Sim! Vamos até as profundezas do Espírito Santo - até onde Ele se torne para nós uma resposta maravilhosa de oração, e provemos na experiência como Ele nos dirige com cuidado, como está atento às nossas necessidades, como a Sua mão, de maneira extraordinária, está controlando o que nos acontece.
Penetremos nos caminhos dos propósitos de DEUS e do Seu Reino por vir! Até que a vinda do Senhor Jesus e Seu Reino milenar se abram para nós; até que para além dessas coisas abram-se para nós os séculos dos séculos, de modo que os olhos da mente se ofusquem ante a claridade, e o coração vibre com as inexprimíveis antecipações do gozo no Senhor Jesus e da glória que lhe será revelada.
As águas profundas do Espírito Santo são sempre acessíveis, porque estão sempre vindo.
Por que não clamamos para sermos novamente imersos nessas águas de Vida??
Texto extraído do livro- Mananciais no Deserto - Lettie Cowman
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
AINDA É TEMPO
O homem que deixou a sua marca mais profunda sobre a história da humanidade, certamente foi Jesus Cristo. Passados mais de dois mil anos do seu nascimento, um quinto dos habitantes do Planeta consideram-no um Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Ou seja, aquele menino que nasceu em condições de extrema pobreza na pequenina e inexpressiva Belém, que no início de sua pregação contava apenas com doze seguidores, cujas idéias foram combatidas pelos judeus do seu tempo como heréticas e pelos romanos como subversivas, hoje possui cerca de 850 milhões de pretensos seguidores. Nem todos os que afirmam que o seguem, porém, o fazem realmente, dentro daquilo que ele pregou. O mesmo cristianismo, que há dois milênios era um anátema para os que afirmavam que o professavam, hoje dá "status". É um símbolo de distintivo social. Milhões de pessoas vêem em Jesus Cristo um mito e nada mais. Outros tantos milhares encaram-no sob um ponto de vista político. Como um líder que tinha por objetivo libertar o povo judeu do jugo romano e que consciente de que mediante a violência não conseguiria nenhum êxito contra a mais poderosa máquina de guerra daquele tempo, preferiu lançar mão do expediente da "desobediência civil". Os que o enxergam dessa forma, entendem que ele foi o precursor da "resistência passiva", pregada séculos mais tarde por Mohandas Karamanchand Gandhi, na Índia; por Martin Luther King, nos Estados Unidos e por tantos outros líderes contestadores em várias partes do mundo. Uma parcela considerável não compreende essa figura marcante da humanidade nem como um político, nem como um Deus e nem como um libertador. Vê em Jesus um profeta, um mensageiro do amor, mas não um Messias. No entanto, mesmo entre os ateus declarados (muitos dos quais dizem que o são por questão de modismo), essa divindade que se fez homem é respeitada pela projeção que soube adquirir na história.
VISÃO PARTICULAR
O cristianismo, com todos os seus dogmas, não consegue fazer com que todos os fiéis encarem Jesus Cristo da mesma maneira. Para muitos, ele não passa daquela figura estereotipada que foi passada, através dos séculos, por pregadores inconscientes, passiva de ser subornada com promessas, velas e rezas que não passam de frases decoradas e ditas mecanicamente, sem nenhuma fé ou devoção. Não são poucas as pessoas que praticam a religião como se esta fosse mera transação comercial. Algo feito na base de troca, do "dá cá, toma lá". Do "se o Senhor me arranjar um emprego que me proporcione grandes lucros, rezarei todos os dias dez pai-nossos e oitenta ave-marias". Ou do "se eu passar no vestibular, subirei as escadarias da igreja da Penha de joelhos" e outras propostas como estas. É óbvio que isto não pode ser considerado seriamente, como sendo religião. Pode ser, quando muito, uma tentativa de suborno da divindade.
Cristo, para nós, é um exemplo a ser imitado. Afinal, despiu-se, por um período de tempo (justamente nos anos de vida de um homem que está sujeito às maiores provas e tentações) da sua condição divina para assumir a natureza humana e demonstrar que qualquer pessoa pode sobreviver, sem que se corrompa. E que, mesmo quando não puder, é melhor perder a vida dignamente, do que se sujeitar a determinadas imposições ilusórias. Do que disputar um poder que nada pode. Do que correr atrás de riquezas que só existem na mente dos próprios indivíduos. Afinal, quem estabeleceu, por exemplo, que o ouro deve ser valioso e não um pedaço de rocha? Quem inventou o dinheiro? Quem criou toda a escala de valores comerciais? Certamente não foi nenhuma divindade!
Por isso, amigo, por que não lembrar dos desvalidos, daqueles que estão dormindo ao relento e com os estômagos apertados de fome? Ou dos que trazem o coração vazio, na falta de uma palavra amiga, de um gesto de compreensão ou de um ato solidário? Ou dos alienados, que vivem como autônomos, sem noção alguma de quem são, para que existem ou para onde vão?
Que tal tentar descobrir o Cristo verdadeiro, que não participa de manobras políticas, não está aberto a subornos e nem é somente o personagem de uma gravura ou de uma escultura em que aparece pregado na cruz, mas sim a Luz que ilumina o nosso espírito e o nosso caminho?
(Este texto foi escrito por Pedro J. Bondaczuk)
VISÃO PARTICULAR
O cristianismo, com todos os seus dogmas, não consegue fazer com que todos os fiéis encarem Jesus Cristo da mesma maneira. Para muitos, ele não passa daquela figura estereotipada que foi passada, através dos séculos, por pregadores inconscientes, passiva de ser subornada com promessas, velas e rezas que não passam de frases decoradas e ditas mecanicamente, sem nenhuma fé ou devoção. Não são poucas as pessoas que praticam a religião como se esta fosse mera transação comercial. Algo feito na base de troca, do "dá cá, toma lá". Do "se o Senhor me arranjar um emprego que me proporcione grandes lucros, rezarei todos os dias dez pai-nossos e oitenta ave-marias". Ou do "se eu passar no vestibular, subirei as escadarias da igreja da Penha de joelhos" e outras propostas como estas. É óbvio que isto não pode ser considerado seriamente, como sendo religião. Pode ser, quando muito, uma tentativa de suborno da divindade.
Cristo, para nós, é um exemplo a ser imitado. Afinal, despiu-se, por um período de tempo (justamente nos anos de vida de um homem que está sujeito às maiores provas e tentações) da sua condição divina para assumir a natureza humana e demonstrar que qualquer pessoa pode sobreviver, sem que se corrompa. E que, mesmo quando não puder, é melhor perder a vida dignamente, do que se sujeitar a determinadas imposições ilusórias. Do que disputar um poder que nada pode. Do que correr atrás de riquezas que só existem na mente dos próprios indivíduos. Afinal, quem estabeleceu, por exemplo, que o ouro deve ser valioso e não um pedaço de rocha? Quem inventou o dinheiro? Quem criou toda a escala de valores comerciais? Certamente não foi nenhuma divindade!
Por isso, amigo, por que não lembrar dos desvalidos, daqueles que estão dormindo ao relento e com os estômagos apertados de fome? Ou dos que trazem o coração vazio, na falta de uma palavra amiga, de um gesto de compreensão ou de um ato solidário? Ou dos alienados, que vivem como autônomos, sem noção alguma de quem são, para que existem ou para onde vão?
Que tal tentar descobrir o Cristo verdadeiro, que não participa de manobras políticas, não está aberto a subornos e nem é somente o personagem de uma gravura ou de uma escultura em que aparece pregado na cruz, mas sim a Luz que ilumina o nosso espírito e o nosso caminho?
(Este texto foi escrito por Pedro J. Bondaczuk)
sábado, 15 de dezembro de 2012
Prece do Natal de Ruy Barbosa- 1898
Tenho guardada comigo, há muito tempo, uma cópia desta prece. Publiquei um pequeno trecho dela no Facebook, mas não resisti e vou transcrevê-la inteira para quem se interessar em lê-la na íntegra.
É muito profunda e inspiradora! Vale a pena "ganhar" alguns minutos lendo-a.
Prece do Natal
Mistério Divino, em cujo seio, há mil e novecentos anos, se desenvolve a civilização humana, perdoa aos que, deste lugar de fraquezas e de paixões, ousam esflorar com o pensamento a tua pureza. Os moldes da única eloquência capaz de te não profanar quebraram-se com a última inspiração dos teus livros sagrados. Desde então, de cada vez que o homem se desengana do homem, e a alma precisa do ideal eterno, na melancolia das épocas agitadas e tenebrosas, diante da injustiça ou da dúvida, da opressão ou da miséria, é no cristal das tuas fontes que se vai saciar a nossa sede. Deixaste-as abertas na rocha da tua verdade e, há dezenove séculos, que borbotoam com o mesmo frescor das primeiras lágrimas daquela cuja maternidade virginal desabotoa hoje na flor da redenção cristã.
Tamanha é a sua grandeza, que excede todas as do universo e da razão: o espaço, o tempo, o infinito, acima dos quais a cruz da tua tragédia espantosa parece maior que os vôos da metafísica, as imensidades do cálculo, das hipóteses, do sonho. Daí a palavra e a imaginação recuam assombradas, balbuciando. A criatura sente o teu amor, mas tremendo. Vê-se alvorecer a eternidade na magnificência de um abismo que se rasga no céu; mas nas tuas arestas alguma coisa há de sombra e ameaça. De onde, porém, tu penetras no coração de todos com a doçura de uma carícia universal, é daquele presépio, onde a tua bondade nos amanheceu, um dia, no sorriso de uma criança.
Enquanto César cuidava do Império e Roma do mundo, assomavas tu ao canto de uma província e, na vileza de um estábulo, sem que Roma, nem César, nem o império te percebessem, para ficar à posteridade a lição indelével de que a política ignora sempre os seus mais formidáveis interesses. Tiveste por berço as palhas de um curral. A última das mães sentir-se-ia humilhada se houvesse de reclinar o fruto de seu regaço no sítio abjeto onde recebeste os primeiros carinhos da tua. Mas a manjedoura, onde soabriste os olhos à primeira luz, recende, até hoje, o perfume da mais esquisita poesia, e o dia do teu natal fez-se para a cristandade o mais formoso dia da terra, o dia azulado e cor de rosa entre todos, como o céu da manhã e o rosto das crianças.
Elas, de geração em geração, ficaram sabendo, para todo o sempre, a história do teu nascimento. E, nessas festas do seu contentamento e da sua inocência, tens, ó Deus dos mansos e dos fracos dos humildes e dos pequeninos, a parte mais límpida do teu culto, o raio mais meigo da tua influência benfazeja. Esses ritos infantis estrelam de alegria as neves polares, orvalham de suave humildade os fulgores tropicais, estendem o firmamento debaixo de nossos tetos e, dentro do nosso espírito mortificado, inquieto, triste, põem uma hora de alvorada feliz.
Cristo! Como te sentimos bom, quando te vemos entre as crianças e quando as crianças te encontram entre si! Despindo a tua majestade toda, para caberes num seio de mulher e no tamanho de um pequenito, assentaste sobre as almas um império sutil e irresistível, por onde a espontaneidade da nossa adoração continuamente se renova e embalsama nas origens da vida.
Todos aqueles pais, irmãos ou benfeitores, a quem concedeste a benção de amar um menino e o têm nos braços, ou o perderam, vêem nele a tua imagem, a cópia, idealizada pela fé e pelo amor, do eterno tipo do belo. Divinizando a infância, nascendo e florescendo com ela, deixaste à espécie humana a reminiscência mais amável e celeste da tua misericórdia para conosco.
De cada casa, onde permitiste que gorjeie e pipile esta manhã um desses ninhos tecidos pela providência das mães no meio das nossas agonias, se estão exalando para ti as súplicas e os hinos do nosso alvoroço. Por essas criaturinhas, Senhor, é que o nosso espírito se peja de cuidados e a nossa previsão, agora mesmo, enoiteceria de agouros funestos, se te não víssemos de permeio entre elas e o futuro carregado e temeroso.
Deus benigno e piedoso, que em cada uma delas nos deixaste a miniatura da tua face desnublada, poupa-as à expiação das nossas culpas. Multiplica os nossos sofrimentos em desconto dos seus. Doura-lhes o porvir do teu riso compassivo. Cura nossa Pátria da aridez da alma, que a mata, semeando a tua semente nesta geração que desponta. Permite, enfim, que nossos filhos possam celebrar com os seus, em dias mais ditosos, a alegria do teu Natal.
É muito profunda e inspiradora! Vale a pena "ganhar" alguns minutos lendo-a.
Prece do Natal
Mistério Divino, em cujo seio, há mil e novecentos anos, se desenvolve a civilização humana, perdoa aos que, deste lugar de fraquezas e de paixões, ousam esflorar com o pensamento a tua pureza. Os moldes da única eloquência capaz de te não profanar quebraram-se com a última inspiração dos teus livros sagrados. Desde então, de cada vez que o homem se desengana do homem, e a alma precisa do ideal eterno, na melancolia das épocas agitadas e tenebrosas, diante da injustiça ou da dúvida, da opressão ou da miséria, é no cristal das tuas fontes que se vai saciar a nossa sede. Deixaste-as abertas na rocha da tua verdade e, há dezenove séculos, que borbotoam com o mesmo frescor das primeiras lágrimas daquela cuja maternidade virginal desabotoa hoje na flor da redenção cristã.
Tamanha é a sua grandeza, que excede todas as do universo e da razão: o espaço, o tempo, o infinito, acima dos quais a cruz da tua tragédia espantosa parece maior que os vôos da metafísica, as imensidades do cálculo, das hipóteses, do sonho. Daí a palavra e a imaginação recuam assombradas, balbuciando. A criatura sente o teu amor, mas tremendo. Vê-se alvorecer a eternidade na magnificência de um abismo que se rasga no céu; mas nas tuas arestas alguma coisa há de sombra e ameaça. De onde, porém, tu penetras no coração de todos com a doçura de uma carícia universal, é daquele presépio, onde a tua bondade nos amanheceu, um dia, no sorriso de uma criança.
Enquanto César cuidava do Império e Roma do mundo, assomavas tu ao canto de uma província e, na vileza de um estábulo, sem que Roma, nem César, nem o império te percebessem, para ficar à posteridade a lição indelével de que a política ignora sempre os seus mais formidáveis interesses. Tiveste por berço as palhas de um curral. A última das mães sentir-se-ia humilhada se houvesse de reclinar o fruto de seu regaço no sítio abjeto onde recebeste os primeiros carinhos da tua. Mas a manjedoura, onde soabriste os olhos à primeira luz, recende, até hoje, o perfume da mais esquisita poesia, e o dia do teu natal fez-se para a cristandade o mais formoso dia da terra, o dia azulado e cor de rosa entre todos, como o céu da manhã e o rosto das crianças.
Elas, de geração em geração, ficaram sabendo, para todo o sempre, a história do teu nascimento. E, nessas festas do seu contentamento e da sua inocência, tens, ó Deus dos mansos e dos fracos dos humildes e dos pequeninos, a parte mais límpida do teu culto, o raio mais meigo da tua influência benfazeja. Esses ritos infantis estrelam de alegria as neves polares, orvalham de suave humildade os fulgores tropicais, estendem o firmamento debaixo de nossos tetos e, dentro do nosso espírito mortificado, inquieto, triste, põem uma hora de alvorada feliz.
Cristo! Como te sentimos bom, quando te vemos entre as crianças e quando as crianças te encontram entre si! Despindo a tua majestade toda, para caberes num seio de mulher e no tamanho de um pequenito, assentaste sobre as almas um império sutil e irresistível, por onde a espontaneidade da nossa adoração continuamente se renova e embalsama nas origens da vida.
Todos aqueles pais, irmãos ou benfeitores, a quem concedeste a benção de amar um menino e o têm nos braços, ou o perderam, vêem nele a tua imagem, a cópia, idealizada pela fé e pelo amor, do eterno tipo do belo. Divinizando a infância, nascendo e florescendo com ela, deixaste à espécie humana a reminiscência mais amável e celeste da tua misericórdia para conosco.
De cada casa, onde permitiste que gorjeie e pipile esta manhã um desses ninhos tecidos pela providência das mães no meio das nossas agonias, se estão exalando para ti as súplicas e os hinos do nosso alvoroço. Por essas criaturinhas, Senhor, é que o nosso espírito se peja de cuidados e a nossa previsão, agora mesmo, enoiteceria de agouros funestos, se te não víssemos de permeio entre elas e o futuro carregado e temeroso.
Deus benigno e piedoso, que em cada uma delas nos deixaste a miniatura da tua face desnublada, poupa-as à expiação das nossas culpas. Multiplica os nossos sofrimentos em desconto dos seus. Doura-lhes o porvir do teu riso compassivo. Cura nossa Pátria da aridez da alma, que a mata, semeando a tua semente nesta geração que desponta. Permite, enfim, que nossos filhos possam celebrar com os seus, em dias mais ditosos, a alegria do teu Natal.
Direitos? Eu?
Entrei com um processo contra a Caixa Econômica Federal por Dano Moral e/ou material - Responsabilidade Civil e estou aguardando o resultado. Seja qual for a resposta, reivindiquei o que eu considero meu direito. Vou ter que esperar que o Juiz aja com justiça, só isso.
E... aguardando esta resposta, li em um livro de leituras devocionais diárias- Pão Diário, publicação da Rádio Trans Mundial, uma mensagem que me chamou muito a atenção e quero compartilhá-la com todos os meus amigos.
DIREITOS
"Um dos problemas da justiça neste mundo é morosidade na resolução dos processos. Há pessoas que há anos esperam ter sua sentença julgada e, enquanto isso, ficam na cadeia. Outros estão presos sem jamais terem se envolvido em qualquer ação ilícita. Perder a liberdade não é uma boa situação para ninguém. Mas ser preso injustamente é infinitamente pior."
"Isso aconteceu com Paulo e Silas. Não apenas foram presos, mas surrados - e em público! Não havia um processo formal contra eles, e isso era contra a lei local, pois eram cidadãos romanos. Apesar de DEUS tê-los usado na cadeia de maneira maravilhosa para que o carcereiro e toda a sua família conhecessem a Cristo, Paulo reivindicou seus direitos de cidadão, exigindo que as autoridades viessem libertá-los pessoalmente. Elas se desculparam por ação injusta."
"Paulo e Silas agiram de maneira cidadã, e nos deixam o exemplo. Quantas vezes nossos direitos nos são negados - e o que fazemos? Em geral, nada! Nem por nós, nem pelos outros. E muitos ainda se escondem atrás de um falso zelo religioso afirmando que é uma atitude cristã não reivindicar seus direitos civis. Mas Paulo nos ensina aqui o oposto: é preciso fazer valer o que é nosso direito legal perante as autoridades governamentais. Nossa sociedade é injusta e parte dessa injustiça decorre do silêncio e da nossa conivência com o erro e com a própria falta de justiça. Ser cristão é também trazer a justiça do Reino para todas as esferas da existência humana, de modo que todas as pessoas sejam tratada dignamente, como DEUS as trata. Os cristãos não devem ser grosseiros, mas também não omissos, pois quando reclamamos pelo que é justo e direito, abrimos portas para a defesa de outros também. Portanto, conheça e faça valer os seus direitos e os do seu semelhantes, pois isso também é demonstrar amor e agir de maneira integralmente cristã."
Escrito por Wanderley de Mattos Júnior
E... aguardando esta resposta, li em um livro de leituras devocionais diárias- Pão Diário, publicação da Rádio Trans Mundial, uma mensagem que me chamou muito a atenção e quero compartilhá-la com todos os meus amigos.
DIREITOS
"Um dos problemas da justiça neste mundo é morosidade na resolução dos processos. Há pessoas que há anos esperam ter sua sentença julgada e, enquanto isso, ficam na cadeia. Outros estão presos sem jamais terem se envolvido em qualquer ação ilícita. Perder a liberdade não é uma boa situação para ninguém. Mas ser preso injustamente é infinitamente pior."
"Isso aconteceu com Paulo e Silas. Não apenas foram presos, mas surrados - e em público! Não havia um processo formal contra eles, e isso era contra a lei local, pois eram cidadãos romanos. Apesar de DEUS tê-los usado na cadeia de maneira maravilhosa para que o carcereiro e toda a sua família conhecessem a Cristo, Paulo reivindicou seus direitos de cidadão, exigindo que as autoridades viessem libertá-los pessoalmente. Elas se desculparam por ação injusta."
"Paulo e Silas agiram de maneira cidadã, e nos deixam o exemplo. Quantas vezes nossos direitos nos são negados - e o que fazemos? Em geral, nada! Nem por nós, nem pelos outros. E muitos ainda se escondem atrás de um falso zelo religioso afirmando que é uma atitude cristã não reivindicar seus direitos civis. Mas Paulo nos ensina aqui o oposto: é preciso fazer valer o que é nosso direito legal perante as autoridades governamentais. Nossa sociedade é injusta e parte dessa injustiça decorre do silêncio e da nossa conivência com o erro e com a própria falta de justiça. Ser cristão é também trazer a justiça do Reino para todas as esferas da existência humana, de modo que todas as pessoas sejam tratada dignamente, como DEUS as trata. Os cristãos não devem ser grosseiros, mas também não omissos, pois quando reclamamos pelo que é justo e direito, abrimos portas para a defesa de outros também. Portanto, conheça e faça valer os seus direitos e os do seu semelhantes, pois isso também é demonstrar amor e agir de maneira integralmente cristã."
Escrito por Wanderley de Mattos Júnior
segunda-feira, 7 de maio de 2012
PODEROSO FATOR DE VITÓRIA
Disse-lhes Jesus uma parábola, sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. (Mt 18.1)
Na vida de intercessão nenhuma tentação é tão comum como a de deixar de perseverar.
Começamos a orar por determinada coisa; apresentamos as nossas petições por um dia, uma semana, um mês; então, não recebendo ainda nenhuma resposta definida, desmaiamos, e cessamos inteiramente de orar sobre o assunto. É nada mais, nada menos que o velho costume pernicioso de começar as coisas e não acabar. Este costume é prejudicial em todas as áreas da vida.
Quem forma o hábito de começar sem acabar, simplesmente formou o hábito de fracassar.
Quem começar a orar por um assunto e não persiste até obter segurança da resposta, por sua vez está formando na vida de oração o mesmo hábito de fracasso.
Desanimar é fracassar. Este fracasso produz desencorajamento e descrença na realidade da oração, e isto destrói a possibilidade de êxito.
Mas alguém dirá: "Então, por quanto tempo devemos orar? Não chegamos a um ponto em que devemos cessar de pedir e deixar o assunto nas mãos de DEUS?"
A única resposta é: ore até receber o que pediu, ou então até ter a certeza, no coração, de que o receberá.
Só num desses dois casos deveríamos deixar de insistir, pois a oração não significa apenas recorrer a DEUS, é também entrar em conflito com Satanás. E visto que DEUS está usando a nossa intercessão como um poderoso fator de vitória nesse conflito. Ele somente, e não nós, deve decidir qual é o tempo de cessarmos com a nossa petição. Por isso, não paremos de orar enquanto a resposta não tiver vindo, ou enquanto não recebermos a certeza de que virá.
No primeiro caso, paramos porque vimos. No segundo, paramos porque cremos, e a fé do nosso coração é tão segura como a vista dos nossos olhos; pois é a fé vinda de DEUS, em nós.
Cada vez mais, em nossa vida de oração, experimentaremos e reconheceremos esta certeza dada por DEUS, e saberemos quando descansar tranquilamente nela ou quando continuar a pedir até receber. -
The Practice of Prayer
Fiquemos firmes na promessa de DEUS até que Ele venha ao nosso encontro.
Ele sempre volta pelo caminho de Suas Promessas. - Selecionado
(Este texto foi retirado do livro- Mananciais no Deserto- Lettie Cowman)
Disse-lhes Jesus uma parábola, sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. (Mt 18.1)
Na vida de intercessão nenhuma tentação é tão comum como a de deixar de perseverar.
Começamos a orar por determinada coisa; apresentamos as nossas petições por um dia, uma semana, um mês; então, não recebendo ainda nenhuma resposta definida, desmaiamos, e cessamos inteiramente de orar sobre o assunto. É nada mais, nada menos que o velho costume pernicioso de começar as coisas e não acabar. Este costume é prejudicial em todas as áreas da vida.
Quem forma o hábito de começar sem acabar, simplesmente formou o hábito de fracassar.
Quem começar a orar por um assunto e não persiste até obter segurança da resposta, por sua vez está formando na vida de oração o mesmo hábito de fracasso.
Desanimar é fracassar. Este fracasso produz desencorajamento e descrença na realidade da oração, e isto destrói a possibilidade de êxito.
Mas alguém dirá: "Então, por quanto tempo devemos orar? Não chegamos a um ponto em que devemos cessar de pedir e deixar o assunto nas mãos de DEUS?"
A única resposta é: ore até receber o que pediu, ou então até ter a certeza, no coração, de que o receberá.
Só num desses dois casos deveríamos deixar de insistir, pois a oração não significa apenas recorrer a DEUS, é também entrar em conflito com Satanás. E visto que DEUS está usando a nossa intercessão como um poderoso fator de vitória nesse conflito. Ele somente, e não nós, deve decidir qual é o tempo de cessarmos com a nossa petição. Por isso, não paremos de orar enquanto a resposta não tiver vindo, ou enquanto não recebermos a certeza de que virá.
No primeiro caso, paramos porque vimos. No segundo, paramos porque cremos, e a fé do nosso coração é tão segura como a vista dos nossos olhos; pois é a fé vinda de DEUS, em nós.
Cada vez mais, em nossa vida de oração, experimentaremos e reconheceremos esta certeza dada por DEUS, e saberemos quando descansar tranquilamente nela ou quando continuar a pedir até receber. -
The Practice of Prayer
Fiquemos firmes na promessa de DEUS até que Ele venha ao nosso encontro.
Ele sempre volta pelo caminho de Suas Promessas. - Selecionado
(Este texto foi retirado do livro- Mananciais no Deserto- Lettie Cowman)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Cora Coralina - BONDADE TAMBÉM SE APRENDE
Li este texto no Facebook e não poderia deixar de transcrevê-lo aqui.
Li este texto no Facebook e não poderia deixar de transcrevê-lo aqui.
Leia pausadamente, em reflexão
.Está espaçado o texto justamente para isso.
Mais uma pérola de sabedoria da Cora Coralina!
"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo prá você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha.
Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende"
Cora Coralina - Até o seu nome é poético!
AMOR E BONDADE SÃO EXERCÍCIOS PARA O FORTALECIMENTO DO CORAÇÃO E DA ALMA!!!
Que o nosso mundo seja melhor a partir de cada um de nós!!!
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