sexta-feira, 23 de setembro de 2011

PODEMOS NOS TRANSFORMAR EM HARPAS EÓLICAS?

"Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior manarão rios de água viva. (Jo 7:38)

Alguns de nós ficamos temerosos e imaginando por que o Espírito Santo não nos enche. Não será porque estamos recebendo em abundância, mas não estamos repassando o que recebemos?
Comece a dar a benção que você tem: alargue seus planos de serviço e benção e logo descobrirá que o Espírito Santo está indo à sua frente; e ele o presenteará com benção para o serviço e confiará às suas mãos tudo o que puder, para ser dado a outros.

Há na natureza um belo fato que tem seus paralelos na esfera espiritual. Não há música tão maviosa como a de uma harpa eólica; e a harpa eólica nada mais é do que um conjunto de cordas musicais dispostas em harmonia, e que são vibradas pelos ventos. E que dizem que quando isto acontece, notas quase celestiais ecoam pelos ares, como se um coro de anjos estivesse passando por ali e tangendo aquelas cordas.
Assim, é possível conservarmos o coração tão aberto ao toque do Espírito Santo, que Ele pode tocar ali o que quer, enquanto quietamente nos colocamos à sua disposição nos caminhos do seu serviço. (Days of Heaven upon Earth)
Quando os apóstolos foram cheios do Espírito Santo, não alugaram o cenáculo para ficar ali fazendo reuniões de santificação, mas saíram por toda parte, pregando o Evangelho. - Will Huff
Extraído do livro- Mananciais no Deserto - Lettie Cowman

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O Rei da Alegria e da Tristeza - Quem Será??

Entristecidos, mas sempre alegres. (2 Cor 6.10)

A Tristeza era bela, mas sua beleza era como a beleza do luar, quando passa através dos ramos das árvores na mata forma pequenas poças de prata no chão.
Quando a Tristeza cantava, suas notas soavam como o doce e suave gorgeio do rouxinol, e em seus olhos havia aquele ar de quem cessou de esperar pela vinda da alegria. Ela sabia, compadecidamente, chorar com os que choram; mas alegrar-se com os que se alegram era-lhe desconhecido.
A Alegria era linda também, e a sua beleza era como a beleza radiante de uma manhã de verão. Seus olhos ainda traziam o riso alegre da meninice, e em seus cabelos pousava o brilho do sol.
Quando a Alegria cantava, sua voz se lançava aos ares como a da cotovia, e seus passos eram como os passos do vencedor que jamais conheceu derrota. Ela podia alegrar-se com os que se alegram, mas chorar com os que choram era-lhe desconhecido.
"Nós nunca podemos estar unidas", disse a Tristeza pensativa.
"Não, nunca". E os olhos da Alegria ficaram sérios, quando respondeu.
"O meu caminho atravessa campos ensolarados; as roseiras mais lindas florescem quando eu passo, para que as colha, e os melros e tordos esperam minha passagem, para derramar seus mais alegres trinados."
"O meu caminho" disse a Tristeza afastando-se vagarosamente, "atravessa a mata sombria; minhas mãos só podem encher-se das flores noturnas. Contudo, toda a beleza e valor que a noite encerra me pertencem! Adeus, Alegria, adeus."
Quando ela acabou de falar, ambas tiveram consciência de uma presença próxima; indistinta, mas com um aspecto de realeza. E uma atmosfera de reverência e santidade as fez ajoelharem-se perante Ele.
"Eu o vejo como o Rei da Alegria", murmurou a Tristeza, "pois sobre a Sua cabeça estão muitas coroas, e as marcas das Suas mãos e pés são sinais de uma grande vitória. Diante dEle toda a minha tristeza está-se transformando em amor e alegria imortais, e eu me dou a Ele para sempre."
"Não, Tristeza", sussurrou a alegria, "eu o vejo como o Rei da dor. Sua coroa é de espinhos, e as marcas das Suas mãos e pés são marcas de uma grande agonia. Eu também me dou a Ele para sempre, pois a tristeza com Ele deve ser muito mais doce do que qualquer alegria que eu conheço."
"Então,,, nele, nós somos uma", exclamaram com júbilo. "pois somente Ele poderia unir Alegria e Tristeza."
De mãos dadas, saíram elas para o mundo, para segui-Lo na tempestade e na bonança, na desolação do inverno e na alegria do verão, "entristecidos, mas sempre alegres".
O filho do Senhor,
Embora entristecido
Pelas coisas que oprimem
E a batalha cerrada
(Porque os dias são maus.
E os tempos, trabalhosos!)
Conhece uma alegria
E uma paz interior
Que o mundo não conhece
E que ninguém lhe tira:
O GOZO E A PAZ DE DEUS!!

domingo, 22 de maio de 2011

Aprendi... aprendi...aprendi...

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, nem me magoar porque não fui retribuída com os mesmos sentimentos. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi ... que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Eu aprendi...que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.
Aprendi ... que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi ...que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.
Aprendi ... que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi ... que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a alguém que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-lo disso.
Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi ... que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi ... que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiam; e quando duas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi ... que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi também... que diplomas na parede ou muito dinheiro no banco não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi ... que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem verdade ou sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.
Aprendi ... com muito pesar, que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi ... afinal... que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

Aprendi... Aprendi... Aprendi...

(Autor desconhecido)

domingo, 1 de maio de 2011

Carta de Tiago- Alegria do Cristão

A carta de Tiago é um escrito de caráter sapiencial, isto é, mostra a sabedoria do discernimento cristão diante das situações. Esta carta é mensagem tipicamente cristã, como os evangelhos; reduz toda a Lei Judaica ao mandamento do amor ao próximo. Pode-se dizer que é explicação das exigências desse mandamento em diversas circunstâncias: igualdade cristã, preferência pelos pobres, amor ativo.
Esse amor exclui a exploração, e nesta carta encontramos a mais violenta passagem do Novo Testamento contra os ricos. A fé aqui é vista como dinamismo que produz ação e que só é madura quando se expressa em atos concretos; é fé que rejeita qualquer espiritualidade ou religiosidade individualista e intimista. Da mesma forma, a verdadeira sabedoria se expressa pela conduta.
Tiago rejeita a consagrada separação entre "dimensão vertical" e "dimensão horizontal" da vida cristã: do mesmo modo que o corpo sem o espírito é cadáver, assim também a fé: sem obras ela é cadáver. E são estas as obras citadas no contexto: dar de comer ao faminto e vestir o nu.
Meus irmãos, fiquem muito alegres por terem que passar por todo tipo de provações...
O cristão se alegra. não por ter provações, mas porque elas o ajudam a descobrir o sentido e o valor do testemunho de sua fidelidade a DEUS e a Jesus Cristo. A provação abala o entusiasmo infantil, romântico e descompromissado, fazendo o cristão perceber que a fé é compromisso que exige sérias transformações na pessoa e no contexto social em que ela vive.
A sabedoria é o exercício do discernimento, a capacidade de perceber o que é mais importante fazer dentro das situações.
Tiago chama a atenção para a essência da vida cristã: ouvir a palavra do Evangelho e colocá-la em prática. A fé não se resume em afirmações que podem ser ouvidas e decoradas; ela é compromisso que leva a tomar atitudes concretas e cheias de consequências. Centrado no Mandamento do Amor, o Evangelho é a lei da liberdade, pois o Amor não se restringe a exigir a obediência a uma lista de obrigações; o Amor é comportamento criativo, que sabe dar resposta libertadora e construtiva em qualquer situação.
O verdadeiro culto é a entrega de si mesmo a DEUS para viver a justiça na prática: não difamar o próximo; socorrer e defender os pobres e marginalizados; não comprometer-se com a estrutura injusta da sociedade.
O cristão se rege pelo Evangelho, que tem como centro o Mandamento do Amor.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

"...refrigera-me a alma"

Perto de DEUS

Andando todo dia
Perto de DEUS, na Sua companhia.
Trazendo os fardos para DEUS levar;
E os meus caminhos, para DEUS guiar
Trazendo as dores, falhas e pecado;
NEle esperando, nEle só firmada;
DEle escutando que sou filho amada!...

Andando em meu viver,
Perto de DEUS.

O quê mais preciso???

Extraído do livro- "Mananciais no Deserto"- Lettie Cowman

sábado, 16 de abril de 2011

Quem? Senão Ele?

Comentário sobre a carta ao Hebreus:

O escrito é de grande importância no quadro geral do Novo Testamento, pelo fato de apresentar Jesus como aquele que supera a instituição cultual do Antigo Testamento. Paulo havia mostrado a caducidade da Lei, anunciando que não é a piedade legalista que salva.
Agora, o autor de Hebreus mostra que a piedade cultual ligada ao Templo e aos sacrifícios não assegura o perdão e a comunhão com Deus.
O único ato salvador a obter de uma vez por todas o perdão é o sacrifício de Jesus, que derramou seu sangue e entregou sua vida por nós.
Ora, Jesus não realiza nada parecido com uma oferenda religiosa nos moldes cultuais judaicos:
em lugar de uma ação sagrada realizada no recinto do Templo e com rituais precisos, ele morreu fora do Templo e da cidade santa, como criminoso eliminado da sociedade.
Jesus, é, portanto, o único mediador entre DEUS e os homens.
 Doravante, é ele o único santuário e sacerdote, e o sacrifício por Ele realizado é, daqui por diante, o único agradável a DEUS.
As consequências são radicais:
- Exceto Jesus, nada mais é absoluto:
nenhuma instituição ou estrutura, tanto civil como religiosa, tem caráter absoluto e intocável. Sendo único mediador, Jesus abre completamente a comunicação entre DEUS e os homens, e dos homens entre si.
- O povo está livre para participar inteiramente da realidade de Jesus e, portanto, ter acesso à intimidade com o próprio DEUS.
- Frente à pessoa e vida de Jesus, todas e quaisquer instituições, estruturas religiosas ou civis têm caráter relativo e provisório, sendo passíveis de revisão crítica, reformulação e renovação.
- O verdadeiro culto a DEUS se realiza através da própria vida!
O modo de servir a DEUS não são ritos religiosos, mas obediência à sua vontade, que se manifestou radicalmente na doação vivida por Jesus até à morte.
O único valor do culto consiste em expressar, concreta ou simbolicamente, o culto que os homens prestam através da própria vida!
..."Que a nossa vida no altar de DEUS confirme a nossa adoração!"


Obs- Este comentário foi extraído da Bíblia Sagrada - Edição Pastoral



quarta-feira, 13 de abril de 2011

U2 - Construindo ou destruindo??

U2 - "Where the streets have no name" - Onde as ruas não tem nome


Nesta música uma frase chamou muito minha atenção:

..."Ainda estamos construindo e "queimando" ou destruindo o Amor...
...Por que ainda?
O que falta ainda para só construirmos o Amor e não destruí-lo também?
O que é: construir o Amor?
O que é: destruir o Amor?
Como e quando podemos construí-lo?
 Como e quando podemos destruí-lo?

E ... quando o Amor é construído, o que acontece?
E ... quando o Amor é destruído, o que acontece?

A vida de um franco atirador foi o quê???
Construída ou destruída pelo des-Amor?
O que é desamor?
É possível construir o desamor?
Onde buscar respostas para tudo isso e sairmos desta  perplexidade?
Para todas essas perguntas o ser humano busca a resposta dentro de si, conforme foi a sua construção interior.
E quem construiu o seu interior?
A família!?
A escola!?
A igreja!?
A sociedade!!??

Vamos parar perplexos  ante um sorriso enigmático de uma Monalisa???
Ou buscar respostas num olhar manso e humilde que, sendo VERBO, só construiu e viveu o verbo Amar em toda sua vida???

Ps- Por favor, não analisem a construção de minha escrita...
Tentem responder pra si estes questionamentos...